Assembleia Legislativa do Maranhão

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ex-presidente do BRB é preso em operação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16 de abril de 2026), a quarta fase da Operação Compliance Zero. 

O principal alvo da ação é o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso preventivamente em São Paulo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).


A Investigação

A nova fase da operação foca em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a agentes públicos. As investigações indicam que Paulo Henrique Costa teria facilitado a compra de carteiras de crédito "podres" (ativos sem lastro) do Banco Master pelo BRB, em uma transação estimada em R$ 12,2 bilhões.

Segundo a PF, o objetivo da manobra era injetar capital no Banco Master para evitar fiscalizações do Banco Central, enquanto o executivo teria recebido vantagens indevidas, ocultadas por meio da aquisição de imóveis e da participação de um advogado especializado em estruturas financeiras, que também foi preso.

Medidas Judiciais e Histórico

Costa já estava afastado da presidência da instituição desde novembro de 2025, após a primeira fase da operação. Além das prisões, a PF cumpre:

  • Sete mandados de busca e apreensão em Brasília e São Paulo.

  • Bloqueio de bens e valores dos investigados.

  • Análise de documentos colhidos em auditorias internas entregues pelo BRB à PF no início de abril.

Posicionamento das Autoridades

As investigações apontam que as decisões dentro do banco eram tratadas internamente como "negócio do presidente", sendo conduzidas com urgência para evitar o crivo do Conselho de Administração.

"A PF detectou indícios de que as operações foram arquitetadas por 'pura camaradagem' e para abafar a fiscalização, utilizando o banco público para dar sobrevida a uma instituição privada em troca de vantagens financeiras pessoais." Trecho do relatório da Polícia Federal enviado ao STF.

A defesa de Paulo Henrique Costa sempre sustentou que não houve irregularidades e que todas as decisões do BRB seguiam ritos de colegialidade. O Banco de Brasília, por sua vez, afirma estar colaborando integralmente com as autoridades e reforçando seus mecanismos internos de controle.

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