Assembleia Legislativa do Maranhão

terça-feira, 24 de março de 2026

Patente do Mounjaro: O que esperar após o fim da exclusividade do Ozempic

Com o recente encerramento da patente da semaglutida (Ozempic), o mercado farmacêutico e os pacientes voltam suas atenções para o próximo grande nome dos tratamentos para diabetes e obesidade: o Mounjaro. 


Entender os prazos de propriedade intelectual é fundamental para prever quando versões mais acessíveis deste medicamento chegarão às farmácias brasileiras.

Quem: Laboratório Eli Lilly (detentor da patente) e pacientes. Onde: Mercado farmacêutico brasileiro. Quando: Projeções baseadas no registro atual no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para a próxima década.

Diferença de Prazos entre Medicamentos

Enquanto o Ozempic já completou seu ciclo de 20 anos de exclusividade no Brasil em março de 2026, abrindo caminho para genéricos e biossimilares, o Mounjaro percorre uma linha do tempo diferente. A molécula tirzepatida é uma inovação mais recente no mercado global e nacional.

Previsão para a Queda da Patente

A proteção intelectual de um medicamento no Brasil geralmente dura 20 anos a partir da data do depósito do pedido de patente. No caso do Mounjaro:

  • Depósito no INPI: O pedido de registro foi realizado pela Eli Lilly em junho de 2016.

  • Vigência esperada: Seguindo a regra geral, a patente deve expirar em junho de 2036.

  • Lançamento no Brasil: O medicamento foi oficialmente lançado no mercado brasileiro apenas em 2025.

O Cenário Legislativo e a "Quebra" de Patente

Existe uma movimentação paralela no Congresso Nacional que pode alterar esse cronograma. Projetos de lei buscam facilitar o que se chama de "licenciamento compulsório" (ou quebra de patente) para medicamentos de alto interesse público.

  • Discussão sobre o Mounjaro como item de interesse público para o sistema de saúde.

  • Críticas de setores da indústria sobre o desestímulo à inovação e pesquisa.

  • Impacto direto no custo de produção, que poderia cair drasticamente com a entrada de concorrentes.

"A discussão é bem-vinda, mas é preciso equilíbrio para não ferir o direito de propriedade intelectual e o incentivo à pesquisa científica no país." — Adriana Ventura, Deputada Federal.

Próximos Passos para o Consumidor

Até que a patente expire ou seja flexibilizada, o Mounjaro permanece sob domínio exclusivo da Eli Lilly. Recentemente, novas atualizações foram aprovadas para facilitar o uso:

  • Aprovação da versão multidose pela Anvisa em março de 2026.

  • Manutenção da exigência de retenção de receita médica para a compra.

  • Expectativa de monitoramento de preços pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

(Com informações de O Globo e Infomoney)

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