O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) determinou, no início de fevereiro de 2026, a reabertura do inquérito que investiga o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) por suposta prática de "rachadinha" e uso de funcionários fantasmas em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A decisão ocorre após a Procuradoria-Geral de Justiça considerar que o arquivamento anterior da investigação, realizado em 2024, foi "prematuro".
Decisão da Procuradoria-Geral de Justiça
A retomada do caso foi motivada por um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). O órgão revisou o processo e concluiu que diligências essenciais não haviam sido concluídas e que provas importantes foram desconsideradas no arquivamento original. Como Carlos Bolsonaro não possui mais foro privilegiado como vereador (tendo renunciado ao cargo para focar em sua pré-campanha ao Senado), os autos foram remetidos à 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal.
Detalhes das Investigações
As autoridades buscam aprofundar a análise sobre o desvio de recursos públicos e a movimentação financeira suspeita que envolve o gabinete do ex-parlamentar e seus assessores ao longo de diferentes mandatos.
Volume de recursos: Estima-se que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 1,7 milhão em desvios.
Pessoas envolvidas: Além de Carlos, outras 25 pessoas são alvo da investigação, incluindo ex-assessores e familiares.
Transações Imobiliárias: O MP pretende investigar a compra de um imóvel em Copacabana, em 2009, por um valor declarado de R$ 70 mil, montante considerado abaixo do preço de mercado da época.
Movimentação em espécie: O uso de depósitos em dinheiro vivo é um dos focos centrais, com destaque para movimentações ligadas a Ana Cristina Siqueira Valle (ex-esposa de Jair Bolsonaro).
Custos Pessoais: A investigação quer apurar se o pagamento de planos de saúde e outras despesas pessoais do ex-vereador era realizado com recursos provenientes dos salários dos assessores.
Manifestação das Autoridades
O posicionamento do Ministério Público reforça a necessidade de esgotar as linhas de investigação antes de qualquer decisão final sobre o caso.
"Após período de análise e diante da inexistência de prerrogativa de foro, a Procuradoria-Geral de Justiça considerou o arquivamento prematuro e determinou a remessa dos autos para o prosseguimento das investigações." — Trecho do parecer da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro.
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