EUA oficializam saída da OMS em meio a impasse financeiro e político
Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, os Estados Unidos oficializaram sua retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida cumpre a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em seu primeiro dia de mandato, em 2025, retomando uma promessa de sua gestão anterior.
Os Motivos do Rompimento
A Casa Branca justifica a decisão baseada em três pilares principais:
Gestão da Pandemia: Críticas à condução da crise da Covid-19 pela organização.
Influência Externa: Alegações de falta de independência política e suposto favorecimento à China.
Custo Econômico: O governo afirma que as contribuições americanas eram desproporcionais e "já pagaram mais do que o suficiente".
Impasse das Dívidas e Impacto Global
Embora a saída seja oficial, a formalização plena enfrenta barreiras jurídicas. A OMS afirma que Washington possui uma dívida pendente de aproximadamente US$ 260 milhões referente aos anos de 2024 e 2025. Pela legislação americana de 1948, a retirada exige o pagamento integral de obrigações financeiras, ponto que o atual governo contesta.
As consequências imediatas incluem:
Crise Orçamentária: A OMS já reduziu sua equipe de gestão pela metade e cortou projetos globais.
Vácuo de Liderança: A China sinalizou um aumento de US$ 500 milhões em investimentos na agência para os próximos cinco anos, buscando ocupar o espaço deixado pelos americanos.
Segurança Sanitária: Especialistas alertam que a ausência de cientistas e dados dos EUA pode atrasar a resposta global a futuros surtos e epidemias.
"O mundo precisa da OMS, mas a organização falhou em se reformar quando teve a chance", declarou um porta-voz do governo americano.
Em contrapartida, líderes europeus e do Sul Global lamentam a decisão, classificando-a como um retrocesso para o multilateralismo na saúde.
Nenhum comentário:
Postar um comentário