Assembleia Legislativa do Maranhão

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Investigado pela PF, Flávio Bolsonaro foge para os EUA


Menos de 48 horas
após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil em direção aos Estados Unidos. A imigração argentina confirmou que o político brasileiro entrou no país com a esposa e as duas filhas na noite desta quarta-feira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu. De lá, embarcou em um avião particular para Miami, com escala no Equador.

Os Estados Unidos concederam Visto Humanitário, com duração de um ano, para que Flávio entrasse no país com a família. O irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu sua fuga em caso de derrota nas eleições, vive atualmente no Texas. A saída de Flávio do Brasil ainda é cercada de mistérios. Aliados do presidente americano Donald Trump afirmam que a operação foi planejada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Nesta terça-feira, Trump voltou a afirmar, sem provas, que as  eleições no Brasil foram “estranhas”. Na Argentina, parlamentares de oposição querem investigar a passagem de Flávio pelo país. (g1 e Metrópoles)

A Polícia Federal está cumprindo nesta manhã mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Flávio Bolsonaro no Brasil. No domingo, logo após a eleição, a PF alertou o ministro do STF Alexandre de Moraes sobre um “risco concreto” de evasão do território nacional” pelo senador Flávio Bolsonaro e pediu a apreensão dos passaportes do senador para impedir sua saída do país. Moraes acolheu a solicitação e determinou o cancelamento dos documentos brasileiros, além da entrega de eventuais passaportes estrangeiros. (g1 e Folha)

A fuga de Flávio Bolsonaro foi planejada semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais, quando o candidato do PL aparecia à frente nas pesquisas de intenção de voto. Segundo Bela Megale, Eduardo Bolsonaro e o influencer de direita, Paulo Figueiredo, foram os articuladores do plano com o governo dos EUA. (Globo)

O jato pertence à empresa argentina de táxi aéreo Baires Fly S.A., que oficialmente é comandada pelo empresário Luis Grande. No entanto, investigações apontam o empresário Sergio Daniel Mastropietro como um "sócio oculto" e o principal articulador financeiro da companhia. A Baires Fly é investigada por supostamente fazer parte de um esquema que desviou cerca de 7,8 bilhões de pesos argentinos (aproximadamente R$ 27 milhões) da Agência Nacional de Deficiência da Argentina - ANDIS. (Google)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que foi surpreendido pelas notícias de que o aliado teria deixado o Brasil. Segundo Marinho, a expectativa era que Flávio assumisse a liderança da oposição ao governo petista, apoiado nos quase 60 milhões de votos recebidos no segundo turno. O coordenador da campanha disse que não foi informado sobre qualquer viagem e que tentou entrar em contato com Flávio depois de ser procurado pela imprensa. (Globo)

Há um temor no Planalto de que, dos EUA, Flávio Bolsonaro insufle um movimento como o de 8 de janeiro de 2023, conta Vera Rosa. Já na oposição, pega de surpresa pela fuga, a preocupação é decidir quem comandará a direita no quarto governo Lula. Os senadores eleitos do PL Michelle (DF) e Carlos Bolsonaro (PR), que não se falam, estão no páreo. E o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrou com força na disputa com um vídeo em que reconhece a vitória de Lula, agradece a Flávio e prega a união da direita. (Estadão)

Lula criticou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante uma comemoração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que o senador desrespeitou seus eleitores e a democracia ao deixar o país. Lula comparou a atitude de Flávio à sua própria trajetória política. Lembrou que permaneceu no Brasil após as derrotas para Fernando Collor, em 1989, e Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Disse ainda que recusou convites para deixar o país durante as investigações da Operação Lava Jato porque pretendia provar sua inocência. (CNN Brasil)

E o ministro do STF Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar uma possível interferência estrangeira nas eleições presidenciais brasileiras. A decisão aponta indícios de que algoritmos de redes sociais possam ter sido utilizados para beneficiar Flávio Bolsonaro e prejudicar o presidente Lula. A investigação deverá apurar a atuação da Meta, responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram, e do X, plataforma controlada pelo bilionário Elon Musk. Dino também apontou suspeitas de financiamento estrangeiro à campanha de Flávio Bolsonaro. (UOL)

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