O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, encaminhou em 2023 uma emenda parlamentar a pedido do miliciano Robson Calixto da Fonseca, o Peixe, preso pelo envolvimento no assassinato, em 2018, da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes.
A verba de R$ 200 mil foi destinada a um projeto social em uma área do Rio controlada pela milícia e base eleitoral dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, condenados como mandantes do crime.
De acordo com a Polícia Federal, Peixe manteve contatos ao longo de cinco meses com a assessora Maria de Fátima Bezerra Castro, lotada no gabinete de Bolsonaro. A troca de mensagens se estendeu até as vésperas da prisão dos Brazão, em março de 2024. Peixe, também condenado, foi o intermediador entre os mandantes e o também miliciano Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle, e ainda forneceu as armas do crime.
(Revista Piauí)
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