Pela primeira vez desde a redemocratização, um pré-candidato à Presidência com mais de 30% nas pesquisas caminha para disputar o primeiro turno sem nenhuma legenda aliada formando uma Coligação. |
Isso porque ontem, o Partido dos Republicanos confirmou, em uma convenção nacional em Brasília, que não apoiará formalmente nenhum candidato ao Planalto. A decisão veio dias depois de o PP também negar aliança a Flávio Bolsonaro. |
Desde a eleição de 1989, todo candidato que terminou o primeiro turno entre os dois primeiros colocados teve o apoio de pelo menos um partido. Se o cenário atual persistir, Flávio pode ser o primeiro a quebrar esse padrão em 37 anos. |
A relevância por trás da decisão |
Sem alianças, Flávio deve ficar restrito ao tempo de propaganda do próprio PL, enquanto Lula — com uma frente de ao menos sete partidos — pode concentrar quase metade de todo o tempo disponível na TV e no rádio. |
A recusa do Republicanos também custou a Flávio o nome cotado para sua vice, a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa. Sem coligação formal, o partido não permite que ela concorra na chapa. |
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O que vem a seguir: O prazo para fechamento de coligações termina hoje (5/08), e Flávio ainda tenta destravar apoio de outras siglas médias para não chegar à campanha isolado — e com menos tempo de TV que seus adversários. O candidato anunciou seu Vice, hoje, no último dia do prazo: Dep. Federal Alberto Gaspar (PL/AL) - foi relator da CPMI do INSS; o parlamentar é investigado sob suspeita de estupro de vulnerável e de desvio de R$ 6 milhões em Emendas. (The News) |
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