Assembleia Legislativa do Maranhão

segunda-feira, 15 de junho de 2026

EUA e Irã anunciam acordo de paz


O presidente dos Estados Unidos
anunciou um acordo de cessar-fogo com o Irã, o fim do bloqueio americano aos portos do país persa e a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Minutos depois do anúncio de Trump, a mídia estatal iraniana confirmou o bom resultado das negociações, mediadas por Catar e Paquistão. 

O fim das hostilidades, iniciadas em fevereiro com um ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã, vai entrar em vigor na sexta-feira (19), quando o tratado de paz será formalmente assinado. A cerimônia deve acontecer na Suíça e contar com as presenças de Trump e de seu vice, J.D. Vance, que atuou como negociador. O próprio Vance disse que o acordo e a reabertura de Ormuz são apenas um primeiro passo, e que o segundo ponto é a garantia de que o regime iraniano não tentará produzir ou comprar armas nucleares.

O efeito do anúncio foi imediato, com o preço do petróleo caindo cerca de 4% tão logo o cessar-fogo foi confirmado. 

Mesmo com o acordo, Trump está profundamente irritado com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por conta de ações militares que elevaram as tensões com o Irã ao longo do fim de semana. “Ele perdeu a po**a do juízo", teria esbravejado Trump neste domingo, segundo assessores, ao ser informado de um forte ataque de Israel a supostos alvos do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano. Em sua rede social, o presidente americano foi mais polido, mas igualmente irritado. “O ataque desta manhã em Beirute não deveria ter acontecido, em particular quando estamos tão perto de fechar um acordo de paz com o Irã”, escreveu. Após o anúncio da paz entre EUA e Irã, o governo de Israel anunciou que vai manter suas tropas no Sul do Líbano e reagir “com toda força” a qualquer ação iraniana.

Em tempo: Donald Trump e Vladimir Putin cometeram o mesmo erro: subestimar a capacidade de países militarmente mais fracos — Irã e Ucrânia, respectivamente — para resistir ao poderio bélico e levar conflitos a um impasse. (New York Times)

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