Tudo saiu conforme o não-planejado. O vice-presidente americano, JD Vance, desembarcou na Suíça para um encontro com o presidente do parlamento iraniano, Mohammed Ghalibaf, onde os dois discutiriam uma trégua definitiva no conflito entre os países
Lembrando
que o memorando assinado na semana passada previa um prazo de 60 dias
para um acordo final focado no programa nuclear iraniano e no
levantamento das sanções contra a economia do país.
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Tudo parecia bem, com o próprio
presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmando que esperava que
os envolvidos nas negociações “conseguissem fazer o processo
avançar com sucesso”. |
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Mas o clima de vamos
virar a página durou pouco |
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O Irã já havia iniciado o diálogo
irritado com os contínuos ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano —
mesmo após a assinatura do memorando —, chegando a anunciar um bloqueio no
Estreito de Ormuz. |
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Vendo isso
acontecer, Trump elevou o tom e foi às redes sociais ameaçar
atacar o Irã “com muita força” se o Hezbollah não fosse contido. Em
entrevistas, sugeriu também cobrar pedágio em Ormuz. |
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A partir daí, o
estrago já estava feito na Suíça. Sentindo-se ofendida, a delegação
do Irã abandonou as mesas de negociação. Os iranianos avisaram aos mediadores
que não voltam a sentar com os americanos até que Trump peça desculpas pelas
ameaças. |
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Ainda assim… Os
dois lados conseguiram um acordo técnico preliminar para
aliviar as sanções ao petróleo iraniano. No entanto, os diplomatas terão que
trabalhar em dobro para tentar salvar a trégua de 60 dias. (The News) |
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