Assembleia Legislativa do Maranhão

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Novo ranking revela as cidades com melhor e pior qualidade de vida no país

O instituto Imazon, em parceria com organizações parceiras, divulgou nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, os resultados inéditos do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026).

Gavião Peixoto (SP), 4,7 mil habitantes eleito o melhor do Brasil em qualidade de vida

O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais extraídos de fontes públicas oficiais. O objetivo do índice é mensurar se a riqueza econômica gerada efetivamente se converte em bem-estar e qualidade de vida para a população, apresentando uma nota média nacional de 63,40 pontos — o que representa uma evolução tímida em relação aos anos anteriores.

Metodologia e Desempenho Geral

O IPS Brasil 2026 avalia o desempenho dos municípios em uma escala de 0 a 100 pontos, dividida em três dimensões fundamentais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. A maior média nacional foi registrada na dimensão de Necessidades Humanas Básicas (74,58 pontos), impulsionada principalmente pelo componente de Moradia. Contudo, os coordenadores da pesquisa destacam que o ritmo de avanço geral no país ainda é lento.

"O progresso foi tímido. A maioria dos municípios subiu no máximo um ou dois pontos de um ano para o outro." — Melissa, coordenadora do IPS Brasil.

O Top 20 da Qualidade de Vida (Melhores IPS)

A liderança nacional permanece com o interior paulista. Pelo terceiro ano consecutivo, a cidade de Gavião Peixoto (SP) conquistou o primeiro lugar do ranking. Das 20 cidades mais bem posicionadas, 18 estão concentradas nas regiões Sudeste e Sul do país.

As 20 melhores cidades no IPS Brasil 2026:

1. Gavião Peixoto (SP) — 73,10

2. Jundiaí (SP) — 71,80

3. Osvaldo Cruz (SP) — 71,76

4. Pompéia (SP) — 71,76

5. Curitiba (PR) — 71,29

6. Nova Lima (MG) — 71,22

7. Gabriel Monteiro (SP) — 71,16

8. Cornélio Procópio (PR) — 71,16

9. Luzerna (SC) — 71,10

10. Itupeva (SP) — 71,08

11. Rafard (SP) — 71,08

12. Presidente Lucena (RS) — 71,05

13. Adamantina (SP) — 70,97

14. Maringá (PR) — 70,87

15. Alto Alegre (RS) — 70,86

16. Ribeirão Preto (SP) — 70,80

17. Brasília (DF) — 70,73

18. Barra Bonita (SP) — 70,71

19. Araraquara (SP) — 70,70

20. Águas de São Pedro (SP) — 70,66

O Z4 da Vulnerabilidade (Piores IPS)

Na outra ponta da tabela, a desigualdade regional se mostra acentuada. Entre as 20 piores pontuações do país, 19 municípios estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. O estado do Pará concentra sozinho 12 das 20 posições com menor progresso social. A lanterna do ranking ficou com Uiramutã, em Roraima.

As 20 piores cidades no IPS Brasil 2026:

01. Uiramutã (RR) — 42,44

02. Jacareacanga (PA) — 44,32

03. Alto Alegre (RR) — 44,72

04. Portel (PA) — 45,42

05. Amajari (RR) — 45,58

06. Pacajá (PA) — 45,87

07. Anapu (PA) — 45,91

08. Japorã (MS) — 46,23

09. Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70

10. Uruará (PA) — 46,80

11. Trairão (PA) — 46,82

12. Bannach (PA) — 47,23

13. São Félix do Xingu (PA) — 47,38

14. Recursolândia (TO) — 47,39

15. Cumaru do Norte (PA) — 47,43

16. Peritoró (MA) — 47,53

17. Oeiras do Pará (PA) — 47,57

18. Ladainha (MG) — 47,58

19. Anajás (PA) — 47,62

20. Paranã (TO) — 47,63

Desafios Urbanos nas Capitais

Curitiba (PR), lidera entre as capitais

Embora Curitiba lidere com folga entre as capitais (71,29), seguida de perto por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64), o estudo revela barreiras estruturais severas mesmo nos grandes centros econômicos do país.

“Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais.” — Wilm, pesquisador do IPS Brasil.

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