A Calixcoca é um tratamento terapêutico que impede a sensação de euforia causada pela droga
A vacina Calixcoca, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está prestes a iniciar a fase de testes clínicos em humanos, marcando um momento decisivo no combate à dependência de crack e cocaína no Brasil. Tanto o crack quanto a cocaína (em pó) são substâncias de altíssimo potencial de dependência, atuando como fortes estimulantes do sistema nervoso central e interferindo no sistema de recompensa do cérebro.
A
Calixcoca é um tratamento terapêutico que impede a sensação de euforia causada
pela droga, estimulando o corpo a produzir anticorpos que se ligam às moléculas
de cocaína no sangue. Isso impede que a droga atinja o cérebro, interrompendo o
ciclo da compulsão e evitando recaídas.
O
Ministério da Educação confirmou que o projeto está em etapa final de
preparação de documentos para dar início aos ensaios clínicos em pessoas. O
Governo de Minas Gerais destinou cerca de R$ 18,8 milhões para financiar esta
nova fase de testes. A tecnologia já possui patente nacional e internacional
concedida, o que protege a inovação brasileira.
Testes
em animais mostraram que a vacina é segura e eficaz na produção de anticorpos
em camundongos, além de proteger filhotes de ratas prenhas expostas à droga. A
previsão é que a vacina esteja disponível na rede pública de saúde em cerca de
4 anos, após a aprovação regulatória pela Anvisa.
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