Assembleia Legislativa do Maranhão

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Os ambiciosos planos A, B e C de Kassab para o PSD


No tabuleiro do jogo político brasileiro, Gilberto Kassab revela-se um dos melhores jogadores. O chefão do PSD consegue ser secretário destacado do governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo, ao mesmo tempo que seu partido tem ministérios no governo Lula (Agricultura, Minas e Energia e Pesca).

O PSD acaba de filiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Com essa jogada, somará três pré-candidatos a presidente, contando ainda com os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr (Paraná). A definição do nome de consenso é prometida para abril. Até lá, o xadrez vai sendo jogado.

Kassab e Tarcísio de Freitas
Esses três pré-candidatos podem vir a desistir e concorrerem ao senado por seus respectivos estados.

Tal movimento prepara, na verdade, o terreno para Tarcísio de Freitas decidir-se pela corrida presidencial e afastar-se de Flávio Bolsonaro, sem ficar com rótulo de traidor, uma vez que ele fora descartado pelo ex-presidente. Cenário perfeito para uma traição!

Tarcísio (candidato preferido de Kassab e do empresariado paulista) teria à sua disposição um partido com 6 dos maiores palanques nos estados. Senão, vejamos:

- São Paulo, Tarcísio de Freitas (se aceitar);

- Paraná, Ratinho Jr;

- Rio Grande do Sul, Eduardo Leite;

- Goiás, Ronaldo Caiado;

- Rio de janeiro, Eduardo Paes (líder nas pesquisas);

- Pernambuco, Raquel Lira

O Plano A seria Tarcísio candidato a presidente. Caso não aceite, vem o Plano B: o próprio Kassab como Vice de Lula, sim, ofertando ao petista grandes palanques nos estados e governabilidade mais tranquila no próximo mandato.

As duas primeiras opções falhando, acionaria o Plano C:  PSD lança Ratinho Jr a presidente no primeiro turno, e, negocia um apoio “fiel da balança” no segundo turno. Começa aí o leilão...

...com Lula, relação amistosa.
Ganhar a eleição não é o mais importante para Gilberto Kassab. O fundamental é ter poder e ser aliado de quem estiver no governo, independente que seja esquerda, direita ou centro. 

Em qualquer cenário Kassab sai ganhando. Ele não tem ideologia, é pragmático e tem ambição.

O controle de ministérios, estatais e vultosos orçamentos torna-o um dos homens mais poderosos da República.

(Colaborou: César Soares)

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