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O Brasil está prestes a assumir a liderança global de exportação agrícola. Em 2025, os EUA exportaram US$ 171 bi de toneladas, enquanto os brasileiros exportaram US$ 169 bi. Essa é a menor diferença já registrada entre os dois países na história e pode ser superada ainda este ano. |
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Esse novo cenário
possui algumas explicações: |
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O Brasil tem a vantagem de poder colher duas safras por ano em
grande parte do território e possuir terras relativamente baratas em
áreas de expansão agrícola.
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A partir de 2018, as tarifas impostas pelos EUA à China levaram o país a reduzir
a compra de soja americana e aumentar as importações do Brasil — uma
relação comercial que foi se fortalecendo cada vez mais.
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Ao mesmo tempo, os produtores americanos enfrentam dificuldades. Além da perda parcial do mercado chinês, eles também sofrem com queda no preço das commodities, incertezas comerciais e dependência crescente de programas do governo. |
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Nos EUA, uma estimativa média projeta
prejuízos de +US$ 100 por acre para soja, milho, trigo e
algodão. Enquanto isso, o Brasil já é o maior produtor mundial de soja e
superou os americanos na produção de algodão — liderando o ranking. |
Gargalos
- O Brasil ainda
importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome e o
valor do frete da soja é superior aos dos EUA. Por isso, foi acertada a
iniciativa do governo brasileiro em reabrir uma fábrica de fertilizantes na
Bahia, através da Petrobrás.
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