De novo, as urnas? Em encontro com um grupo de diplomatas, em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou a segurança das urnas eletrônicas. Em seu discurso, afirmou, sem apresentar quaisquer provas, que os equipamentos utilizados nas eleições brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. Flávio pediu que governos estrangeiros enviem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras de 2026. A Justiça Eleitoral afirma que as urnas eletrônicas utilizadas no país não são produzidas pela Smartmatic. (Folha)
Reincidência - Foi lateralmente por conta de um
discurso a diplomatas assim que seu pai, Jair Bolsonaro, teve os direitos
políticos cassados. A razão dada pelo TSE foi que o então presidente havia se
utilizado da estrutura do Estado, palácios e o cargo, para espalhar mentiras
sobre a eleição. Ás vésperas da convenção de seu partido, escolhe espelhar o
pai. (g1)
A quatro dias da convenção que oficializará sua
candidatura à Presidência, Flávio segue sem assegurar o apoio de partidos do
Centrão. Integrantes de União Brasil, PP e Republicanos atribuem o impasse à
dificuldade de diálogo da pré-campanha e à ausência de negociações sobre
participação em um eventual governo e acordos regionais. Dirigentes das
legendas afirmam que o senador buscou apoio sem oferecer espaço para discutir
cargos, alianças estaduais ou outras contrapartidas políticas. No Republicanos,
interlocutores relatam que não houve sequer uma conversa direta entre Flávio e
a direção nacional da sigla. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho
(PL-RN), reconheceu que o candidato poderá chegar à convenção de sábado sem
vice definido. (Folha)
Nada de Vice... Uma de suas principais apostas para
compor sua chapa naufragou. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou
que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser a vice
da chapa presidencial de Flávio. Segundo o dirigente, a parlamentar informou
que pretende disputar a presidência do Senado na próxima legislatura. Valdemar
ainda afirmou que a escolha do companheiro de chapa caberá ao ex-presidente
Jair Bolsonaro. (Globo)
Sem alianças, Flávio retomou as negociações para tentar atrair
a federação União Progressista para sua candidatura à Presidência, após o
desgaste provocado pelas investigações envolvendo o Banco Master. Segundo
interlocutores, o pré-candidato voltou a conversar com os presidentes do PP,
Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, em busca de uma aliança que
ampliaria o tempo de propaganda eleitoral, a estrutura da campanha e a presença
do PL nos estados. As tratativas, porém, ainda enfrentam resistência dentro da
federação. (CNN Brasil)
Enquanto tenta forjar alianças, Flávio agora tem
uma nova crise para administrar dentro de casa. Seu irmão, o ex-deputado
Eduardo Bolsonaro (PL) classificou como um ato de "imaturidade" o
vídeo divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em que ela expôs
divergências com os enteados e críticas a decisões do PL. Eduardo afirmou que
disputas internas são comuns em períodos eleitorais, mas avaliou que o episódio
não deveria ter sido tornado público. (Metrópoles)
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