As convenções partidárias para as eleições presidenciais começaram nesta segunda-feira cercadas por impasses sobre alianças, candidaturas a vice e acordos estaduais. Diferentemente de pleitos anteriores, os principais partidos de oposição chegam ao início do período de oficialização das chapas sem consenso sobre temas considerados estratégicos, que deverão ser definidos até o encerramento das convenções, em 5 de agosto. (Estadão)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ),
cuja convenção está marcada para 25 de julho, em São Paulo, ainda não definiu
quem ocupará a vaga de vice. A avaliação da pré-campanha é que a chapa deve
incluir uma mulher. Já o Novo realizará sua convenção no dia 27, em Brasília,
para oficializar a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A
definição do candidato a vice, porém, provavelmente será adiada e delegada à
Executiva Nacional da legenda. O PSD, por sua vez, oficializa a candidatura do
governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em 26 de julho, em São Paulo, quando
também deve confirmar o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato
a vice-presidente. (Estadão)
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) entrará oficialmente na campanha com vice definido e,
provavelmente, com mais tempo de propaganda eleitoral no rádio e na
televisão do que Flávio Bolsonaro. O isolamento político provocado pelo
afastamento de União Brasil e PP após o caso Dark Horse reduziu
em cerca de 20% o tempo de exposição de Flávio. A campanha tenta reverter esse
cenário com uma aliança com o Republicanos. Pelas regras atuais, pré-candidatos
como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão direito à propaganda
por não contarem com partidos que atingiram a cláusula de desempenho. (Folha)
O partido Missão saiu na frente e oficializou a candidatura do empresário e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, à Presidência da República. A convenção foi antecipada em relação à data inicialmente prevista, 1º de agosto, após a legenda alegar aumento das ameaças contra o candidato. Com a formalização da candidatura, Renan poderá solicitar à Polícia Federal a prestação de segurança durante a campanha. (CNN Brasil)
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira indica aumento da percepção de que o presidente Lula será reeleito em outubro. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados acreditam na vitória do petista, seis pontos percentuais acima dos 49% registrados em abril. No mesmo período, caiu de 32% para 25% a parcela que aposta na eleição de Flávio Bolsonaro. A pesquisa também aponta crescimento da expectativa de vitória de Lula entre segmentos em que a disputa era mais equilibrada. (g1)
O TSE informou que 158,7 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O número representa um aumento de 2,3 milhões de eleitores, ou 1,5%, em relação ao pleito de 2022. As mulheres, representam a maioria do eleitorado. (Poder360)
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